O mundo precisa saber quem você é

Conhecer você foi um enorme desprazer. Você mente. Lembro como se fosse hoje do seu sorriso amarelado tão convincente. Mas hoje sinto-me convencido é do quanto perdi meu tempo. E todas as vezes que fui abraçado na verdade era só um jogo na sua cabeça doente. As pessoas precisam saber o quanto estive indefeso. Todo …




Coluna do Paulo Rossi

Conhecer você foi um enorme desprazer. Você mente. Lembro como se fosse hoje do seu sorriso amarelado tão convincente. Mas hoje sinto-me convencido é do quanto perdi meu tempo. E todas as vezes que fui abraçado na verdade era só um jogo na sua cabeça doente. As pessoas precisam saber o quanto estive indefeso. Todo mundo já comenta sobre você. Todo mundo sabe. Ainda não é suficiente.

Lembra quando te disse que era pra sempre? Porque acabou? Tantos juramentos quebrados. Nem o tempo sozinho é capaz de fazer tanta merda. Eu não preciso de você. Você mudou o jeito que me trata. Mudou a forma como me olha. E eu me senti um lixo. Eu me senti a pior pessoa do mundo. Você não tem respeito. É egocêntrico e sempre leva para si as coisas. É egoísta, só pensa em si. A sua ambição te leva a lugares obscuros demais. Você é invejoso. Você me usou. Descartou e humilhou. Todos viam seu jeito. E você estava errado. Sumiu da minha vida como se eu não fosse nada, mas assim é você. Típico. Só Deus sabe o que eu passei.

Quantas coisas que deveriam ser ditas ainda restam? Reconheceu algo? E se esse texto fosse escrito sobre nós, não sobre quem nós achássemos que fosse? E se fôssemos nós os condenados, não o júri? Veja, caro leitor, quão importante é a gramática: acompanhe o que a falta de aspas pode causar. Por que esse não é um texto sobre um outro alguém. É sobre nós. Eu e você imperfeitos.

Toda história tem dois lados. Eu costumava acreditar em verdade, mas ela é falha e mentirosa. Porque existem verdades. E francamente: te choca? Cada dedo apontado resulta apenas em mais e mais dedos apontados de volta sobre nós. Gatilhos. O tempo todo a gente acredita que é somente o outro, quando na verdade é sobre nós. Nós: sociedade. Talvez a gente se descreva tão bem quando descrevemos os outros que ainda não tenhamos prestado atenção nesse detalhe: numa época marcada pelas exposições de outras pessoas, estamos realmente as expondo ou somente expondo quem nós somos? Às vezes a gente acha que está sentindo dor e não percebe que também causa enquanto fala tanto sobre empatia. Acreditamos que o mundo está errado e que o ego do outro é grande, mas e se gigante for o nosso?

Conheça então a sua verdade, mas admita para si a existência das verdades dos outros. E saiba que o tribunal nunca tem fim. Porque o mundo precisa saber quem você é. Você sabe?

Sobre Paulo Rossi

Graduando em Jornalismo pela Universidade Federal do Cariri - UFCA. Amante, principalmente da 'dúvida'. Existencialista. Sonhador. Louco.

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