Academia Feminina de Letras – Ela Existe

Congraçamento de mulheres para fazer ecoar suas vozes, já que ao longo da formação da Literatura Cearense, foram silenciadas.




Coluna Literária, Colunas

Você conhece a Academia Feminina de Letras do Ceará (AFELCE)? Ela existe desde o ano de 2002 e suas reuniões ocorrem na sede da Academia Cearense de Letras, Palácio da Luz, em Fortaleza (Rua do Rosário, 1 – Centro), no primeiro sábado de cada mês.

A ideia de uma Academia Feminina surgiu nos idos de 1997, quando Eliane Arruda comunicou à sua amiga Francinete Azevedo, autora de “Histórias da Tina Nete” (Vol. I e II), o desejo de criá-la. Francinete sugeriu, então, reunir mulheres para participar de um grupo de estudos sobre “Literatura de Autoria Feminina”, contudo, a sugestão não vingou.

No dia 08 de junho do ano de 2002, a ideia tomou forma e quatorze mulheres se reuniram na casa de Eliane Arruda e nascia, finalmente, a AFELCE.  Após esse momento festivo, o grupo começou a trabalhar em cima dos trâmites burocráticos e, no dia 17 de julho deste mesmo ano, o Estatuto da AFELCE foi registrado no cartório Morais Correia.

Os textos dessas mulheres podem ser lidos na revista acadêmica “Mulheres e Letras – um binômio notável”. Quando completou 15 anos, a AFELCE promoveu um recital de poemas e o lançamento de uma coletânea com o tema: “O que você diria hoje, a você mesma, se tivesse 15 anos?”. No ano de 2015, foi promovido o “I Concurso Literário – Prêmio Escritora Socorro Rebelo”.

No ano de 2019, a agremiação promoveu o seu “IX Concurso – Prêmio Profª Sônia Nogueira”.  Dois foram os temas propostos aos alunos das escolas públicas: Ensino Fundamental II – “Qual a importância da Tecnologia na Educação?” e para o Ensino Médio: “O que você faria pela Educação se você presidente?”.

Muito além do seu caráter literário e cultural, da promoção das palestras, oficinas, seminários, concursos literários, uma Academia Literária Feminina é o congraçamento de mulheres para fazer ecoar suas vozes, já que ao longo da formação da Literatura Cearense, foram silenciadas. Visite: afelce.blogspot.com

Sobre Luciana Bessa

Doutora em Letras pela Universidade Federal do Ceará e Coordenadora da Roda de Poesia do Coletivo Camaradas

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